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“Você não pode confiar em Zuckerberg com crianças”, diz ex-executivo da Meta

Um ex-diretor de engenharia da Meta acusou Mark Zuckerberg de priorizar o crescimento e o engajamento em detrimento da segurança de crianças e adolescentes em plataformas como Facebook e Instagram. Este depoimento é parte de um julgamento c

Publicado em 20 de ago. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

“Você não pode confiar em Zuckerberg com crianças”, diz ex-executivo da Meta

A Meta, gigante de tecnologia responsável por plataformas como Facebook e Instagram, está no centro de um julgamento crucial nos Estados Unidos, onde a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais é questionada. Nesta quarta-feira (19), Arturo Béjar, ex-diretor de engenharia da empresa, lançou acusações severas, afirmando que a cultura interna, fomentada pelo CEO Mark Zuckerberg, priorizava o crescimento e o engajamento de usuários em detrimento da proteção dos jovens. Este depoimento faz parte de um processo movido por uma coalizão de 29 estados americanos, que busca redefinir a responsabilidade das companhias de tecnologia sobre os impactos de seus produtos nos usuários mais novos.

Acusações Graves e Experiência Pessoal

Durante o depoimento, que marca o segundo dia de um julgamento previsto para durar cerca de seis semanas em Oakland, Califórnia, Béjar detalhou como a Meta teria deliberadamente ignorado ou minimizado os riscos. Ele exemplificou com a história de sua própria filha, que aos 16 anos, em 2021, utilizava o Instagram e foi exposta a comentários misóginos após buscar uma comunidade para discutir carros. “Fiquei de olho em como isso era angustiante para ela. Ela conseguiu muitos seguidores, ao preço de sofrer danos”, declarou o ex-executivo, ilustrando o dilema entre engajamento e bem-estar.

As acusações não se limitam a experiências pessoais. Os estados, incluindo Califórnia, Colorado e Nova Jersey, alegam que a Meta desenvolveu suas plataformas com características viciantes, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e até suicídio entre jovens. Além disso, há denúncias de que a empresa violou leis federais ao coletar e usar dados pessoais de crianças menores de 13 anos de forma inadequada. Béjar reforçou que a Meta possuía a tecnologia para identificar e verificar a idade de milhões de usuários menores de 13 anos, mas optou por não aplicá-la, seguindo uma política de “não pergunte, não conte” por considerar esses usuários futuros ativos valiosos.

Prioridade ao Engajamento e Mecanismos Falhos

Béjar também criticou abertamente as ferramentas de segurança da Meta, como a funcionalidade que sugere pausas no uso das plataformas. Segundo ele, essa ferramenta é “projetada para falhar”, pois não vem ativada por padrão e seus lembretes são facilmente ignoráveis, demonstrando uma priorização do lucro sobre a segurança. A Meta, por sua vez, refuta veementemente as acusações, com seu advogado, Paul Schmidt, argumentando no primeiro dia do julgamento que não há ligação comprovada entre o uso das redes sociais e a deterioração do bem-estar dos adolescentes. A defesa alega ainda que o objetivo de Zuckerberg é aprimorar os serviços, não torná-los perigosos.

Este julgamento é considerado um dos maiores desafios jurídicos para as empresas de redes sociais, com potencial para estabelecer novos limites e penalidades. Os estados demandam mudanças significativas, como a remoção de recursos viciantes – curtidas e rolagem infinita –, imposição de limites de tempo para usuários jovens e o endurecimento das restrições para menores de 13 anos. O desfecho pode redefinir o futuro da interação de crianças e adolescentes com as plataformas digitais, impactando diretamente milhões de usuários e a indústria tecnológica.

Com informações de Olhar Digital.

Perguntas frequentes

Qual a principal acusação feita pelo ex-executivo da Meta?

O ex-diretor de engenharia Arturo Béjar acusou Mark Zuckerberg de criar uma cultura onde a segurança de crianças e adolescentes era secundária em relação ao crescimento e engajamento de usuários no Facebook e Instagram.

Quem está processando a Meta e quais são as principais reivindicações?

Uma coalizão de 29 estados dos EUA está processando a Meta, alegando que a empresa desenvolveu plataformas viciantes que contribuem para problemas de saúde mental em jovens e coletou dados indevidamente de menores de 13 anos.

Quais mudanças os estados pedem nas plataformas da Meta?

Os estados buscam a eliminação de recursos como curtidas e rolagem infinita, a imposição de limites de tempo para usuários mais jovens e o reforço das restrições para impedir o acesso de crianças menores de 13 anos.

Com informações de Olhar Digital.

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