O que explica o calor extremo no Hemisfério Norte e o que 2027 pode trazer
O Hemisfério Norte enfrentou um verão de temperaturas recordes, impulsionadas pelas mudanças climáticas e o fenômeno El Niño. Especialistas alertam que 2027 pode trazer calor ainda mais intenso.
Publicado em 20 de ago. de 2026 · Fonte: MIT Tech

O Hemisfério Norte enfrentou um verão de temperaturas recordes, com junho e julho marcando os dois meses mais quentes na Europa desde o início dos registros. Nos Estados Unidos, julho foi o mês mais quente já documentado, e a Coreia do Sul atingiu sua temperatura máxima histórica. Este cenário de calor intenso levanta questionamentos sobre as causas imediatas e as previsões para os próximos anos, especialmente 2027, onde especialistas projetam que o impacto do El Niño será ainda mais pronunciado.
A principal explicação para o calor excepcional reside nas mudanças climáticas impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis. A emissão de gases de efeito estufa na atmosfera eleva as temperaturas globais, tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas. Notavelmente, a Europa se destaca como o continente que aquece mais rapidamente no mundo, superada apenas pela região do Ártico, o que explica sua estação brutal. Um estudo recente sobre a onda de calor de maio no continente revelou que, sem as mudanças climáticas, a temperatura teria sido aproximadamente 3,5 °C mais baixa.
El Niño e o Impacto em 2027
Além das mudanças climáticas, o fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) desempenha um papel crucial nas variações climáticas anuais. Este padrão natural de aquecimento do Oceano Pacífico libera o calor armazenado nas águas para a atmosfera. Embora o El Niño não adicione energia ao sistema climático global a longo prazo, ele redistribui o calor, elevando significativamente as temperaturas em um curto período. O atual episódio de El Niño, que se iniciou em 2023, promete ser particularmente intenso, com algumas previsões indicando um pico de mais de 3,5 °C acima da média, o que o tornaria um dos mais fortes já registrados.
Os efeitos do El Niño tendem a se manifestar com um atraso de alguns meses em relação ao seu desenvolvimento no oceano. Isso significa que, embora o fenômeno já esteja em curso, seus impactos mais severos nas temperaturas globais são esperados para o próximo ano. Histórico de episódios anteriores de El Niño mostram que as temperaturas recordes frequentemente ocorrem no segundo ano civil de sua atuação. Considerando que 2023 marcou o início deste El Niño, 2024 e, por extensão, 2027, podem registrar temperaturas ainda mais elevadas, gerando preocupações entre cientistas e autoridades.
Preparação e Ação Climática
Diante desse panorama, a preparação é fundamental. No curto prazo, medidas individuais como a instalação de ar-condicionado, painéis solares, baterias de reserva e melhoria do isolamento térmico residencial podem oferecer algum alívio. Contudo, a solução a longo prazo exige uma ação climática global e abrangente. A comunidade científica e líderes, como o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reiteram que a única resposta eficaz é o fim da dependência de combustíveis fósseis, a aceleração da transição para energias renováveis e a proteção das populações mais vulneráveis com sistemas de alerta precoce.
Com informações de MIT Tech.
Perguntas frequentes
Quais são as principais causas do calor extremo no Hemisfério Norte?
As principais causas são as mudanças climáticas, intensificadas pela queima de combustíveis fósseis, e o fenômeno natural El Niño, que libera calor armazenado nos oceanos para a atmosfera.
Por que a Europa é tão afetada pelo aquecimento global?
A Europa é o continente que aquece mais rapidamente no mundo, perdendo apenas para o Ártico, o que a torna particularmente vulnerável a ondas de calor mais intensas e frequentes.
Como o El Niño de 2023 pode impactar as temperaturas em 2027?
O El Niño tende a ter seus maiores efeitos nas temperaturas globais com um atraso de alguns meses, com recordes frequentemente observados no segundo ano civil de sua atuação, indicando que 2027 pode enfrentar calor ainda mais intenso.
Com informações de MIT Tech.
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