Unicórnio do mar: cientistas desvendam mistério do chifre do narval, a única presa reta da natureza – que pode chegar a 3 metros de comprimento
Cientistas finalmente desvendaram o mistério da presa do narval, o “unicórnio do mar”. Um estudo revela como dois tecidos espiralados em sentidos opostos conferem retidão a essa estrutura de até três metros, essencialmente um dente canino,
Publicado em 25 de ago. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

Cientistas desvendaram um dos mais intrigantes mistérios da natureza: como a presa do narval, que pode atingir impressionantes três metros de comprimento, mantém sua notável retidão apesar de um crescimento espiralado. O famoso “chifre” deste mamífero marinho, que alimentou lendas medievais de unicórnios, é na verdade um dente canino esquerdo que perfura a mandíbula e o lábio superior. A pesquisa, publicada na Nature Communications, revela detalhes cruciais sobre a microestrutura dessa formação única.
A chave para a estabilidade da presa reside em sua composição interna. Análises tridimensionais, realizadas com técnicas avançadas de raios-X em aceleradores de partículas europeus, demonstraram que dois tecidos distintos se enrolam em espirais opostas. Essa organização complexa é o que confere à presa sua resistência e formato reto, mesmo enquanto cresce de forma helicoidal para fora da cabeça do animal. O estudo também identificou camadas de crescimento similares aos anéis de árvores, que poderão auxiliar na reconstituição da história de vida desses animais longevos, que podem viver até 80 anos.
A Anatomia e a Lenda por Trás da Presa
A presa do narval é composta por dentina na parte interna e cemento na camada externa. A maneira como esses tecidos se interligam foi fundamental para entender a mecânica da estrutura. Comparada por Henrik Birkedal, químico da Universidade de Aarhus e autor principal do estudo, à dificuldade de carregar uma vassoura amarrada à cabeça, a presa representa um feito notável de engenharia biológica. Na Idade Média, a singularidade dessa estrutura era tão marcante que as presas eram comercializadas como chifres mágicos de unicórnios, conferindo ao narval o apelido de “unicórnio do mar”.
Função Controversa e Novas Descobertas
Embora a estrutura da presa esteja agora mais clara, sua função exata permanece um tema de debate entre os pesquisadores. Hipóteses iniciais sugeriam uso na caça ou como sensor ambiental para temperatura e salinidade. No entanto, o fato de a presa crescer quase exclusivamente nos machos diminui a probabilidade dessas teorias. Martin Nweeia, especialista da Universidade Harvard, propõe que ela possa atuar como um órgão sensorial sofisticado.
- Comparação entre machos: Observações de narvais machos comparando suas presas sugerem um papel na dominância ou atração de parceiras.
- Atração sexual: Mads-Peter Heide Jorgensen, coautor da pesquisa, aposta que a função mais provável da presa está ligada à demonstração de aptidão para acasalamento.
- Órgão sensorial: Para Nweeia, a estrutura pode funcionar como um complexo sensor, embora ele reconheça a pesquisa atual como uma valiosa contribuição para o conhecimento da microanatomia do narval.
Este avanço notável na compreensão da presa do narval não apenas ilumina um mistério biológico, mas também abre novas portas para estudos sobre a biologia e o comportamento desses fascinantes habitantes dos oceanos árticos.
Com informações de Olhar Digital.
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O que é o “chifre” do narval?
O “chifre” do narval é, na verdade, uma presa de até três metros de comprimento, que é um dente canino esquerdo que cresce para fora da cabeça do animal.
Como a presa do narval se mantém reta, apesar de ser espiralada?
Pesquisadores descobriram que a presa se mantém reta devido a dois tecidos internos (dentina e cemento) que se enrolam em espirais opostas, conferindo-lhe estabilidade e resistência.
Para que serve a presa do narval?
A função exata ainda é debatida, mas as hipóteses mais prováveis incluem seu uso como órgão sensorial ou na exibição para atrair parceiras e demonstrar dominância entre os machos.
Com informações de Olhar Digital.
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