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O que é e como funciona o golpe da falsa central bancária?

Um golpe sofisticado que simula a central bancária verdadeira tem provocado grandes perdas financeiras, como o caso de um advogado que perdeu R$ 600 mil. A fraude usa engenharia social para manipular vítimas a realizar operações indevidas.

Publicado em 20 de ago. de 2026 · Fonte: Canaltech

O que é e como funciona o golpe da falsa central bancária?

Um golpe que simula o contato de uma central bancária verdadeira tem causado prejuízos financeiros significativos a correntistas em todo o Brasil. Um caso recente, noticiado pelo Fantástico em 10 de agosto, destacou a situação de um advogado paranaense que perdeu aproximadamente R$ 600 mil. Ele teve sua conta esvaziada, o cheque especial utilizado e um financiamento indevido contratado em seu nome, sem conseguir reaver os valores.

O incidente reacende o alerta sobre essa fraude, que se baseia em engenharia social para manipular a vítima. Os criminosos não invadem sistemas bancários, mas sim convencem os clientes a realizar ações que resultam em transferências, pagamentos ou empréstimos fraudulentos. O modus operandi envolve a criação de um problema falso, como uma compra não reconhecida, gerando urgência para que a vítima não verifique a informação.

Como o Golpe da Falsa Central Bancária Opera

A fraude geralmente começa com uma abordagem por telefone, SMS ou WhatsApp, onde o golpista se passa por funcionário do banco. Muitas vezes, eles já possuem dados pessoais e bancários da vítima, o que confere credibilidade à farsa. No caso do advogado paranaense, os criminosos usaram nome, foto e até o número de telefone da gerente real da vítima, demonstrando a sofisticação da tática.

A etapa crucial ocorre quando a vítima é induzida a executar ações em seu aplicativo bancário, acreditando estar protegendo sua conta. Isso pode envolver autorizar transferências via Pix, realizar pagamentos ou até contratar empréstimos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que golpistas utilizam softwares de 'spoofing' para mascarar o número de origem da chamada, fazendo-a parecer legítima. A manipulação psicológica é a chave, levando a própria pessoa a autorizar a operação fraudulenta.

Sinais de Alerta e Medidas de Proteção

Para se proteger, é fundamental desconfiar de qualquer pedido incomum vindo de supostos atendentes bancários. Bancos nunca solicitam senhas, códigos de autenticação, dados pessoais completos ou a instalação de aplicativos por telefone. Pedidos para acesso remoto ao celular ou orientações para realizar Pix/pagamentos a fim de cancelar, estornar ou regularizar operações são sinais claros de fraude.

A Febraban orienta que, em caso de abordagem suspeita, o cliente deve desligar a chamada e contatar a instituição financeira pelos canais oficiais, como o aplicativo, o site ou o número impresso no verso do cartão. Caso a fraude já tenha ocorrido, as medidas incluem:

  • Contatar o banco imediatamente para relatar a fraude e solicitar o bloqueio ou contestação das operações.
  • Para transações Pix, acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, o quanto antes, no prazo de até 80 dias.
  • Registrar um boletim de ocorrência e guardar todos os comprovantes e mensagens relacionadas.
  • Informar o banco sobre qualquer empréstimo não reconhecido.

É importante ressaltar que a devolução automática de valores perdidos não é garantida. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento de julho de 2026, reforçou que a responsabilidade do banco depende da comprovação de falha na prestação do serviço, como a não identificação de transações incompatíveis com o perfil do cliente. A responsabilidade varia conforme as circunstâncias de cada caso e a existência de falhas de segurança da instituição financeira.

Com informações de Canaltech.

Perguntas frequentes

O que é o golpe da falsa central bancária?

É uma fraude de engenharia social onde criminosos se passam por funcionários de bancos, manipulando vítimas para que elas mesmas realizem operações financeiras fraudulentas, como transferências ou pagamentos.

Como identificar uma tentativa do golpe da falsa central bancária?

Desconfie de pedidos de senhas, códigos de autenticação, dados pessoais completos, instalação de aplicativos ou acesso remoto ao celular. Bancos não solicitam essas informações por telefone.

O que fazer se cair no golpe da falsa central bancária?

Contate seu banco imediatamente pelos canais oficiais para relatar a fraude, acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para transações Pix e registre um boletim de ocorrência.

Com informações de Canaltech.

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