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NASA corre contra o tempo para estudar o espaço com telescópio "sem salvação"

A NASA está em uma corrida contra o tempo para aproveitar ao máximo o observatório espacial Neil Gehrels Swift. Após um plano de resgate falho, a agência reativou dois instrumentos do telescópio, que deve reentrar na atmosfera nos próximos

Publicado em 01 de set. de 2026 · Fonte: Canaltech

NASA corre contra o tempo para estudar o espaço com telescópio "sem salvação"

A NASA está em uma corrida contra o tempo para extrair o máximo de dados científicos do observatório espacial Neil Gehrels Swift. Após um plano de resgate frustrado, a agência espacial decidiu reativar dois dos três instrumentos do telescópio, ciente de que ele deve reentrar na atmosfera terrestre nos próximos meses. A estratégia agora é aproveitar intensamente a capacidade de pesquisa deste veterano espacial antes de sua inevitável queda.

Desde fevereiro, os instrumentos do Swift estavam inativos em uma tentativa de prolongar sua vida útil. A ideia era reduzir o arrasto atmosférico para manter o telescópio em órbita por mais tempo, enquanto se articulava uma missão de salvamento. No entanto, essa iniciativa não obteve sucesso. A empresa Katalyst Space seria a responsável por essa manobra, utilizando a espaçonave LINK para impulsionar o Swift a uma órbita mais alta, mas problemas nos sistemas de propulsão e controle de atitude da sonda inviabilizaram a operação, levando a NASA a cancelar o plano em agosto.

Um Fim Próximo para um Observador Incansável

Lançado em 2004, o telescópio Swift foi projetado inicialmente para estudar explosões de raios gama, que são os eventos mais energéticos do universo. Ao longo de mais de duas décadas, o observatório expandiu suas capacidades, flagrando emissões de raios X, ultravioleta e luz visível. Além disso, ele se tornou um recurso vital para a comunidade científica, emitindo alertas que coordenam observações de outros equipamentos tanto no espaço quanto em solo, contribuindo significativamente para o entendimento de fenômenos cósmicos.

Com a reativação de seus instrumentos de luz ultravioleta e raios X, o Swift enfrenta agora seus últimos meses de atividade em órbita. Estima-se que ele perderá cerca de 300 km de altitude em, no máximo, dois meses. A maior parte de sua estrutura provavelmente será incinerada durante a reentrada, com os fragmentos restantes caindo no oceano. Diante deste cenário, a NASA está focada em maximizar as oportunidades científicas que restam para este valioso observatório.

Por que o Swift Importa

  • Pioneiro: Lançado em 2004, o Swift revolucionou o estudo de explosões de raios gama.
  • Multifuncional: Além dos raios gama, monitora raios X, ultravioleta e luz visível.
  • Colaborativo: Envia alertas cruciais para coordenar observações com outros telescópios.
  • Legado: Apesar do fim próximo, seu legado científico e a quantidade de dados coletados são imensuráveis para a astronomia.

Com informações de Canaltech.

Perguntas frequentes

Por que a NASA não conseguiu resgatar o telescópio Swift?

O plano de resgate falhou devido a problemas nos sistemas de propulsão e controle de atitude da espaçonave LINK da Katalyst Space, inviabilizando a manobra de elevação orbital.

Qual a importância científica do telescópio Swift?

Lançado em 2004, o Swift é crucial para estudar explosões de raios gama e outros fenômenos cósmicos em raios X, ultravioleta e luz visível, além de coordenar observações globais.

O que acontecerá com o telescópio Swift?

Nos próximos meses, o Swift perderá altitude e reentrará na atmosfera terrestre, onde a maior parte de sua estrutura será queimada, com os fragmentos restantes caindo no oceano.

Com informações de Canaltech.

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