Meta é denunciada após campanha em portas de escolas em SP
A Meta, controladora do Facebook e Instagram, enfrenta denúncias em São Paulo por uma campanha de marketing em portas de escolas, acusada de ser publicidade abusiva para crianças e adolescentes. A empresa defende a ação como educativa.
Publicado em 31 de ago. de 2026 · Fonte: Tecnoblog

A Meta, conglomerado por trás de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, está sob o escrutínio de órgãos de defesa do consumidor após a realização de uma campanha de marketing em portas de escolas na cidade de São Paulo. A ação, que envolveu brincadeiras e a distribuição de brindes para crianças e adolescentes, gerou preocupação quanto à sua natureza e conformidade com as normas que regem a publicidade dirigida a menores.
A iniciativa da Meta foi denunciada por entidades que consideram a prática potencialmente abusiva. O Instituto Alana, por exemplo, destaca que a publicidade direcionada a crianças e adolescentes é vedada pela legislação brasileira, especialmente quando se aproveita da vulnerabilidade ou da inexperiência desse público. A presença da empresa em ambientes escolares levanta questões sobre o limite entre educação e promoção comercial disfarçada.
Entidades Apontam Publicidade Abusiva
As organizações que apresentaram a denúncia argumentam que o uso de atividades lúdicas e a oferta de itens gratuitos em frente a instituições de ensino podem caracterizar uma forma de publicidade velada. Essa estratégia teria como objetivo criar uma associação positiva com a marca Meta e suas plataformas desde cedo, impactando diretamente um público que não possui o discernimento necessário para identificar intenções comerciais.
A discussão central gira em torno da Portaria 3.791/2021, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor e proíbe o direcionamento de publicidade a crianças, considerando-o abusivo. A forma como a campanha foi executada, focando em diversão e prêmios, pode ser interpretada como uma exploração da inocência infantil para fins mercadológicos.
Defesa da Meta e Próximos Passos
Em sua defesa, a Meta afirmou que a campanha tinha um caráter educativo, visando a promoção do uso seguro da internet e de suas ferramentas. A empresa assegura que o objetivo era fornecer informações e orientações sobre privacidade e segurança online para jovens, e não realizar publicidade de seus produtos de forma indevida.
Agora, a denúncia será analisada pelos órgãos competentes, como o Procon-SP e o Ministério Público, que deverão investigar a fundo as práticas da Meta e determinar se houve violação das leis de proteção ao consumidor. O resultado desta apuração poderá estabelecer um precedente importante para a regulação de ações de marketing envolvendo empresas de tecnologia e público infantojuvenil no Brasil.
Com informações de Tecnoblog.
Perguntas frequentes
Por que a Meta foi denunciada em São Paulo?
A Meta foi denunciada por realizar uma campanha de marketing em portas de escolas, que envolveu brincadeiras e distribuição de brindes, sendo acusada de praticar publicidade abusiva direcionada a crianças e adolescentes.
Qual a defesa da Meta sobre a campanha?
A Meta argumenta que a campanha tinha um caráter educativo, com o objetivo de promover o uso seguro da internet e oferecer orientações sobre privacidade e segurança online para os jovens.
O que a legislação brasileira diz sobre publicidade infantil?
A legislação brasileira, baseada no Código de Defesa do Consumidor e regulamentada pela Portaria 3.791/2021, considera abusiva a publicidade que se aproveita da deficiência de julgamento e experiência da criança.
Com informações de Tecnoblog.
Este conteúdo pode conter links afiliados. Ao comprar por eles, o TechHoje pode receber comissão sem custo adicional para você.