Notícia

Contribuição qualificada para a incorporação de novas tecnologias no SUS

Especialista Priscila Torres destaca a importância da participação social qualificada e da perspectiva do paciente na incorporação de novas tecnologias no SUS, visando um sistema mais democrático e eficaz. As Organizações da Sociedade Civil

Publicado em 01 de set. de 2026 · Fonte: MIT Tech

Contribuição qualificada para a incorporação de novas tecnologias no SUS

A incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) ganha um novo olhar com a discussão sobre a participação social qualificada. Priscila Torres, membro do Conselho Nacional de Saúde e especialista em Alfabetização em Saúde e Empoderamento de Pacientes, destacou em entrevista à MIT Technology Review Brasil a importância da voz do paciente e das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) nesse processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), fundamental para a democratização do acesso e a eficácia dos tratamentos.

Vozes Essenciais na Avaliação de Tecnologias

Torres salientou que existem diversas ferramentas para a participação social, como as consultas públicas e a cadeira rotativa destinada às OSCs na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Essas plataformas são cruciais para que a sociedade contribua com dados relevantes que vão além das análises técnicas tradicionais. A especialista enfatiza que a contribuição qualificada de OSCs deve trazer informações sobre a realidade territorial, as disparidades de acesso a tratamentos e os desafios regionais que afetam diretamente os pacientes.

A Perspectiva Humana dos Tratamentos

Um ponto central na visão de Priscila Torres é a contribuição individual do paciente. Essa perspectiva é única, pois revela aspectos da vida real que raramente são capturados em estudos clínicos ou grandes bases de dados. Ela permite que os tomadores de decisão compreendam os impactos práticos e humanos dos tratamentos na rotina das pessoas, como a qualidade de vida, os efeitos colaterais no dia a dia e as adaptações necessárias. Ao incluir essa dimensão, o processo de ATS se torna mais holístico e centrado nas necessidades do usuário final.

A relevância dessa abordagem reside na capacidade de construir um SUS mais responsivo e alinhado com as demandas da população. A participação social qualificada, seja por meio das organizações ou das experiências individuais, assegura que as novas tecnologias não sejam apenas eficientes do ponto de vista técnico, mas também acessíveis, equitativas e realmente melhoradoras da vida dos pacientes em todo o território nacional.

Com informações de MIT Tech.

Perguntas frequentes

O que é ATS e qual sua importância no SUS?

ATS significa Avaliação de Tecnologias em Saúde, um processo fundamental para decidir quais novas tecnologias (medicamentos, procedimentos, equipamentos) serão incorporadas e financiadas pelo Sistema Único de Saúde. Sua importância reside em garantir que os recursos sejam aplicados em inovações eficazes e seguras para a população.

Como as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) participam da incorporação de tecnologias no SUS?

As OSCs participam por meio de ferramentas como consultas públicas e a cadeira rotativa na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Elas contribuem com informações sobre a realidade territorial, desigualdades regionais e os desafios enfrentados pelos pacientes, enriquecendo o processo decisório.

Por que a perspectiva individual do paciente é crucial na avaliação de novas tecnologias?

A perspectiva individual do paciente é crucial porque revela aspectos que não aparecem em estudos clínicos, como os impactos reais do tratamento na vida cotidiana das pessoas. Isso ajuda a compreender a qualidade de vida, os efeitos colaterais e as adaptações necessárias, tornando o processo de ATS mais humano e completo.

Com informações de MIT Tech.

Este conteúdo pode conter links afiliados. Ao comprar por eles, o TechHoje pode receber comissão sem custo adicional para você.