Xiaomi aumenta preços de celulares novamente e deixa aparelhos mais caros
A Xiaomi reajusta preços de smartphones no Japão, impulsionada por custos elevados de componentes e memória, em uma tendência que afeta também Samsung e Apple globalmente, com previsão de persistência até 2028.
Publicado em 25 de ago. de 2026 · Fonte: Mundo Conectado

A Xiaomi anunciou um novo reajuste nos preços de seus smartphones e tablets no Japão, elevando o custo final de diversos modelos da marca e da linha Poco. As mudanças entram em vigor a partir de 1º de setembro para os dispositivos Xiaomi e 4 de setembro para os modelos Poco afetados, refletindo uma tendência de aumento de preços no mercado global de tecnologia. Este movimento é impulsionado principalmente pelo encarecimento de componentes, como memórias e outros insumos de hardware, tornando mais desafiador para as empresas absorverem esses custos sem repassá-los ao consumidor.
Impacto nos Preços e na Competição
O aumento é significativo, com o Xiaomi 17T Pro de 12/256 GB subindo ¥20.000, aproximadamente R$ 647,73 em conversão direta, atingindo o novo patamar de ¥139.800 (cerca de R$ 4.527,63). A versão de 512 GB alcançará ¥159.800, superando os R$ 5.175,36. Similarmente, o Poco X8 Pro Max também terá um acréscimo de ¥20.000, evidenciando que a pressão inflacionária afeta diferentes segmentos. Esse cenário, inicialmente observado no Japão, aponta para uma escassez contínua de chips e RAM, o que pode impactar a posição da Xiaomi como a terceira maior fabricante de celulares globalmente.
A situação dos preços não se restringe apenas à Xiaomi ou ao mercado japonês, indicando uma tendência global. A escassez de DRAM, um componente crucial, permanece como um dos principais fatores e tem provocado elevações nos custos de lançamentos há meses. Empresas como Samsung e Apple também já sentem esses efeitos. Por exemplo, enquanto o Galaxy S26 Ultra manteve seu preço de US$ 1.299 em relação ao antecessor, o Galaxy S26 Plus viu um aumento, passando de US$ 999 para US$ 1.099. Rumores sugerem que o Galaxy S27 Ultra pode ter o maior reajuste da linha.
Cenário Persistente de Encarecimento
A Apple, por sua vez, já aumentou os valores de diversos dispositivos Mac e iPhones 17 em algumas regiões. Há fortes indícios de que o iPhone 18 Pro também poderá sofrer um aumento considerável. O panorama é desafiador: a expectativa é que a escassez de DRAM se estenda até 2028, o que significa que os preços elevados não serão um fenômeno de curto prazo, impactando os anos de 2026 e 2027 e possivelmente além.
O Que o Consumidor Deve Saber
- Aumento Generalizado: Não é um problema isolado da Xiaomi, mas uma tendência da indústria de tecnologia.
- Custo de Componentes: A escassez e o encarecimento de chips e memórias são os principais motores dos reajustes.
- Impacto Global: O problema que afeta o Japão e outros mercados deve se estender mundialmente.
- Persistência: A alta nos preços deve continuar, com a escassez de DRAM prevista até 2028.
Diante desse cenário, a pressão sobre a cadeia de produção de smartphones e outros eletrônicos é imensa. Para o consumidor, a mensagem é clara: os aumentos de preço são uma realidade que dificilmente será contornada nos próximos anos. Assim, se a necessidade de adquirir um novo dispositivo eletrônico surgir, adiar a compra pode significar desembolsar um valor ainda maior no futuro.
Com informações de Mundo Conectado.
Perguntas frequentes
Por que a Xiaomi está aumentando os preços de seus celulares?
A Xiaomi está reajustando os preços devido ao aumento dos custos de memória e outros componentes de hardware, uma situação que torna inviável para a empresa absorver esses gastos sem repassá-los ao consumidor.
Quais outros fabricantes de celulares são afetados por essa tendência de aumento de preços?
Além da Xiaomi, grandes players como Samsung e Apple também estão sentindo o impacto do encarecimento de componentes, com aumentos já observados em modelos Galaxy S e iPhones.
Por quanto tempo essa escassez de componentes e o aumento de preços podem durar?
A expectativa é que a escassez de DRAM, um dos principais fatores por trás dos aumentos, se estenda até 2028, indicando que o cenário de preços elevados persistirá por vários anos.
Com informações de Mundo Conectado.
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