Trump libera empresas privadas para "ataque hacker" contra crime internacional
Donald Trump autoriza empresas privadas dos EUA a realizar operações cibernéticas contra grupos criminosos transnacionais. A medida pode afetar facções brasileiras como PCC e CV, se comprovado seu envolvimento em crimes digitais.
Publicado em 14 de ago. de 2026 · Fonte: Canaltech

Em uma guinada significativa na estratégia de segurança cibernética dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou um memorando de segurança nacional que permite a empresas privadas norte-americanas conduzir operações cibernéticas ofensivas contra organizações criminosas transnacionais baseadas fora do território americano. A medida, confirmada pela Casa Branca e pela agência Reuters, representa uma expansão do papel do setor privado no combate ao cibercrime e pode ter implicações globais, alcançando inclusive grupos atuantes no Brasil.
Entre as organizações que, hipoteticamente, poderiam ser alvos deste novo programa estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ambas as facções brasileiras são classificadas pelos EUA como organizações criminosas transnacionais e, desde junho, como organizações terroristas estrangeiras. Contudo, para que sejam de fato incluídas no escopo das operações, é necessário que se enquadrem na definição de grupos envolvidos em crimes cibernéticos, conforme apontado pelo g1. O memorando, porém, não menciona nominalmente esses grupos.
Um Novo Cenário para o Combate ao Cibercrime
O programa estabelecido pelo memorando será supervisionado pelo Centro Nacional de Coordenação (NCC), ligado à Força-Tarefa de Segurança Interna, com a colaboração dos departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos EUA. Empresas interessadas passarão por um rigoroso processo de avaliação e precisarão assinar contratos com o governo, além de manter uma garantia financeira de no mínimo US$ 1 milhão, que pode ser confiscada em caso de violação das regras contratuais. As autoridades têm 60 dias para definir critérios detalhados para a seleção das empresas.
- Vigilância Cibernética: Permite o acesso não autorizado a sistemas para coletar informações e inteligência.
- Operações de Efeitos Cibernéticos: Abrangem a manipulação, interrupção, degradação ou destruição de sistemas, redes e infraestruturas digitais utilizadas pelas organizações criminosas.
Restrições e a Justificativa da Medida
Apesar da nova ofensiva, o memorando impõe restrições claras para evitar escaladas e danos colaterais. Empresas privadas não poderão realizar ações que possam causar mortes ou ferimentos graves, nem operações que possam ser interpretadas como uso da força ou ataque armado sob o direito internacional. Caso uma operação afete cidadãos ou sistemas americanos de forma não intencional, ela deve ser imediatamente interrompida e o governo notificado. A Casa Branca justifica a iniciativa pela escalada de golpes financeiros, ataques de ransomware e esquemas de sextorsão. Dados do governo americano revelam que consumidores relataram perdas superiores a US$ 20,8 bilhões com crimes cibernéticos em 2025, e 73% dos adultos americanos já foram alvo de algum tipo de golpe ou ataque online. Esta medida sinaliza uma transição de uma postura defensiva para uma abordagem mais proativa contra ameaças cibernéticas transnacionais, complementando outras ações do governo Trump no combate ao cibercrime.
Com informações de Canaltech.
Perguntas frequentes
O que significa a nova medida assinada por Donald Trump?
A medida autoriza empresas privadas americanas a realizar operações cibernéticas ofensivas contra organizações criminosas transnacionais baseadas fora dos EUA, marcando uma expansão do papel do setor privado no combate ao cibercrime.
Quais grupos brasileiros podem ser afetados por essa decisão?
Grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem ser alvos, já que são classificados pelos EUA como organizações criminosas transnacionais e terroristas, desde que se enquadrem também como envolvidos em crimes cibernéticos.
Que tipos de operações cibernéticas as empresas podem realizar?
As empresas poderão conduzir operações de vigilância cibernética para coletar informações e operações de efeitos cibernéticos, que incluem manipulação, interrupção ou destruição de sistemas digitais dos grupos criminosos.
Com informações de Canaltech.
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