Starlink direto no celular enfrenta novo obstáculo para chegar ao Brasil
A Starlink direto para celular enfrenta novos obstáculos no Brasil, com o Ministério da Fazenda alertando a Anatel sobre a concorrência na tecnologia Direct-to-Device (D2D). Preocupações incluem a distribuição de espectro e acordos exclusiv
Publicado em 28 de ago. de 2026 · Fonte: Canaltech

A chegada da Starlink com conectividade direta para celulares no Brasil enfrenta um novo entrave regulatório. O Ministério da Fazenda recomendou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um monitoramento rigoroso sobre o avanço da tecnologia Direct-to-Device (D2D), que permite a conexão de smartphones diretamente a satélites. A principal preocupação da pasta reside em potenciais distorções concorrenciais, especialmente no que tange à alocação de espectro e a possíveis acordos exclusivos entre empresas de satélite e operadoras móveis, que poderiam favorecer indevidamente os primeiros autorizados.
Regulamentação e a Guerra pelo Espectro
A avaliação do Ministério da Fazenda está detalhada no Parecer SEI nº 3164/2026, elaborado pela Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (SEAE). Este documento analisou solicitações de uso de espectro feitas por empresas como Starlink, Sateliot e OQ Technology. Embora a tecnologia D2D seja vista como um complemento valioso para levar conectividade a áreas remotas, rurais ou em situações de desastre, a Fazenda alerta que a quantidade limitada de espectro disponível, especificamente na Banda S, pode criar barreiras para a entrada de novos concorrentes se a distribuição seguir apenas a ordem cronológica dos pedidos, gerando vantagens para quem obtiver as primeiras licenças.
Para mitigar esses riscos, a Fazenda sugere que a Anatel adote medidas ativas de monitoramento do uso das frequências e da capacidade disponível. Entre as propostas estão a imposição de prazos mínimos para a implantação dos serviços, a possibilidade de revogação de autorizações por falta de uso e a implementação de regras claras para o compartilhamento de espectro. O objetivo é garantir que consultas públicas, por si só, não sejam consideradas suficientes para assegurar uma competição justa e efetiva pelo recurso escasso.
Acordos Exclusivos no Radar
Outro ponto de atenção do Ministério da Fazenda são os acordos de parceria que podem surgir entre empresas de satélite e operadoras de telefonia móvel. Embora essas colaborações sejam essenciais para a oferta do serviço D2D, cláusulas de exclusividade ou preferências comerciais poderiam limitar o acesso de concorrentes ao mercado. A Anatel é orientada a observar cuidadosamente se operadoras regionais, pequenos provedores e novos participantes conseguem contratar os serviços D2D em condições competitivas, livre de restrições indevidas ou diferenças comerciais injustificadas.
Apesar dos alertas, o parecer não recomenda a proibição da Starlink ou de outras empresas que solicitaram autorização para operar. Até o momento, o órgão regulador não identificou práticas anticompetitivas. No entanto, a vigilância sobre o desenvolvimento do mercado e a aplicação de um arcabouço regulatório que promova a concorrência são consideradas cruciais para o futuro da conectividade móvel via satélite no Brasil.
Com informações de Canaltech.
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Perguntas frequentes
Qual o novo obstáculo para a Starlink direto no celular no Brasil?
O Ministério da Fazenda alertou a Anatel sobre questões de concorrência na tecnologia Direct-to-Device (D2D), solicitando um monitoramento rigoroso para evitar favorecimento de empresas e garantir acesso justo ao espectro.
Quais são as principais preocupações do Ministério da Fazenda?
As principais preocupações são a disponibilidade de espectro limitado e a possibilidade de acordos exclusivos entre empresas de satélite e operadoras móveis, que poderiam criar desvantagens para novos concorrentes e operadoras menores.
Como a Anatel pode mitigar esses riscos, segundo a Fazenda?
A Anatel pode monitorar o uso das frequências, exigir prazos de implantação, aplicar perda de autorização por falta de uso e estabelecer regras para compartilhamento, além de observar cláusulas de exclusividade em parcerias comerciais.
Com informações de Canaltech.
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