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Saiba como fotografar um eclipse total do Sol sem danificar a câmera (nem os olhos)

Um eclipse solar total histórico está chegando à Europa, prometendo um espetáculo raro. O TechHoje detalha como observar e fotografar o fenômeno com segurança, protegendo seus olhos e equipamentos.

Publicado em 11 de ago. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

Saiba como fotografar um eclipse total do Sol sem danificar a câmera (nem os olhos)

Um dos eventos astronômicos mais aguardados da década se aproxima: um eclipse solar total que marcará o retorno desse fenômeno espetacular à Europa continental após mais de vinte anos. Nesta quarta-feira (12), milhões de pessoas terão a oportunidade de testemunhar o Sol ser completamente encoberto pela Lua, um espetáculo que exige preparação e, acima de tudo, segurança para os observadores e seus equipamentos.

Mais de 15 milhões de indivíduos estarão localizados na faixa de totalidade, abrangendo regiões como o Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e uma pequena parte de Portugal. Adicionalmente, cerca de 980 milhões poderão acompanhar o eclipse em sua fase parcial, estendendo-se por todo o restante da Europa, norte da África e leste da América do Norte. O fenômeno terá início às 12h34 (horário de Brasília) no Oceano Ártico e se encerrará por volta das 16h55 no Mar Mediterrâneo, prometendo um total de mais de quatro horas de observação em suas diversas fases. Notavelmente, a Espanha continental não presenciava um eclipse solar total desde 1905, tornando este evento histórico para o país.

Segurança em Primeiro Lugar: Protegendo Olhos e Equipamentos

A empolgação em registrar a coroa solar – a atmosfera externa do Sol visível apenas durante a totalidade – é compreensível, mas a segurança é paramount. Apontar qualquer dispositivo, seja câmera, celular, binóculo ou telescópio, diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode resultar em danos irreversíveis à visão e aos componentes internos dos aparelhos. A regra de ouro, conforme orientação de especialistas, é a utilização de filtros solares certificados para observação astronômica durante todas as fases do eclipse em que o Sol não estiver completamente oculto pela Lua. Isso se aplica a todos os equipamentos ópticos, sem exceção.

É fundamental compreender que o poder de ampliação de lentes e telescópios não oferece nenhuma proteção. A exposição direta, mesmo que por um breve período, pode causar lesões graves na retina. O único momento em que é seguro remover os filtros é durante a fase de totalidade, quando a Lua cobre integralmente o disco solar. Assim que o brilho intenso do Sol começar a reaparecer, os filtros devem ser imediatamente recolocados para evitar qualquer risco.

Técnicas de Fotografia para Cada Nível

Com os devidos cuidados, é possível capturar imagens impressionantes do eclipse, desde o smartphone até equipamentos mais avançados. Cada dispositivo oferece diferentes abordagens para documentar este evento raro:

  • Smartphones: Para a maioria dos usuários, o celular é a opção mais acessível. Um tripé garante estabilidade. Durante a totalidade, a lente grande angular pode ser usada para contextualizar o eclipse com a paisagem, enquanto o zoom pode aproximar a imagem do Sol. Filtros solares específicos para smartphones são cruciais nas fases parciais. Vídeos e sequências em time-lapse também são excelentes opções.
  • Câmeras Convencionais: Lentes grande-angulares permitem compor o eclipse com elementos do ambiente, como árvores e edifícios, criando registros visuais ricos em contexto. Preparar a composição antes do início do fenômeno otimiza o tempo. Para detalhes mais próximos, lentes teleobjetivas (300mm-500mm) são ideais, exigindo um tripé robusto. Configurações de ISO baixo minimizam ruídos, e fotografar em RAW preserva informações para pós-processamento. A velocidade do obturador deve ser ajustada à fase, com velocidades rápidas (ex: 1/1000s) para congelar detalhes.
  • Telescópios: Para as imagens mais detalhadas, um telescópio com sistema de rastreamento é a melhor escolha. Este equipamento segue o movimento aparente do Sol, mantendo-o enquadrado. Embora exija maior investimento, conhecimento técnico e filtros solares especializados, ele proporciona registros de altíssima qualidade, especialmente da coroa solar durante a totalidade.

Independentemente do método escolhido, a segurança deve sempre prevalecer. O registro mais valioso é aquele que permite desfrutar do espetáculo sem comprometer a saúde ocular. Preparar-se adequadamente garantirá uma experiência memorável e segura.

Com informações de Olhar Digital.

Perguntas frequentes

Onde e quando será visível o eclipse solar total?

O eclipse solar total será visível no Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e em parte de Portugal. O fenômeno terá início às 12h34 (horário de Brasília) e terminará por volta das 16h55.

Como posso proteger meus olhos ao observar o eclipse?

É essencial usar filtros solares certificados para observação astronômica em todas as fases em que o Sol não estiver totalmente encoberto. Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção, mesmo com equipamentos ópticos.

É possível fotografar o eclipse com um smartphone?

Sim, é possível, mas é indispensável usar um filtro solar apropriado para proteger a câmera durante as fases parciais. Um tripé e lentes grande-angulares ou zoom (durante a totalidade) podem ajudar a capturar boas imagens.

Com informações de Olhar Digital.

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