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OpenAI usou mil robôs para decifrar equação centenária dos fluidos

A OpenAI gerou controvérsia ao anunciar que seus sistemas de IA teriam resolvido as equações de Navier-Stokes, um dos problemas mais difíceis da matemática. O feito envolveu mais de 1.000 agentes de IA e milhões de dólares, mas levantou que

Publicado em 09 de set. de 2026 · Fonte: Canaltech

OpenAI usou mil robôs para decifrar equação centenária dos fluidos

A OpenAI gerou repercussão no cenário da inteligência artificial e da matemática ao anunciar que seus sistemas de IA teriam encontrado uma solução para as complexas equações de Navier-Stokes. Este conjunto de equações, formulado há aproximadamente 200 anos, é fundamental para descrever o comportamento de fluidos como a água e o ar, e sua resolução é um dos sete Problemas do Milênio definidos pelo Clay Mathematics Institute, com um prêmio de US$ 1 milhão para cada solução comprovada. A empresa mobilizou mais de 1.000 agentes de IA que trabalharam por mais de 50 horas consecutivas, resultando em uma prova matemática completa formalizada na linguagem de programação Lean.

Custos Elevados e Concorrência Intensa

O empreendimento da OpenAI não veio sem um custo considerável. Mark Chen, chefe de pesquisa da empresa, revelou que o gasto para este esforço de computação atingiu a casa dos milhões de dólares. A urgência e a intensidade do trabalho, que se intensificaram em 28 de agosto, foram motivadas, em parte, por rumores de que a Anthropic estaria próxima de apresentar uma solução para o mesmo problema. Este cenário competitivo sublinha a corrida tecnológica no desenvolvimento de inteligência artificial aplicada à pesquisa fundamental.

Controvérsias Éticas e Autoria

A iniciativa, contudo, foi ofuscada por controvérsias significativas. Os matemáticos Tristan Buckmaster (Universidade de Nova York) e Levent Alpöge (Anthropic) acusaram a OpenAI de ter agido de forma predatória. Segundo eles, a empresa teria tentado interferir na atribuição de créditos, sugerindo que a descoberta fosse publicada em nome de um modelo interno da OpenAI, excluindo Alpöge da autoria. Além disso, surgiram questionamentos se a OpenAI teria acessado registros de uso de seus próprios modelos, como o Codex, utilizados pelos pesquisadores, para monitorar o progresso da pesquisa e orientar o trabalho de seus próprios agentes de IA. A OpenAI nega o acesso a prompts ou registros privados, embora reconheça o uso de dados desidentificados para o aprimoramento de seus modelos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu sua equipe, e Sebastien Bubeck, pesquisador da OpenAI, negou qualquer uso indevido de dados, contestando publicamente as afirmações. Ven Chandrasekaran, outro matemático da OpenAI, argumentou que a solução gerada por seus agentes é “significativamente diferente em natureza” daquela apresentada por Alpöge e Buckmaster. Bubeck reconheceu a prioridade da dupla na resolução das equações de Euler não forçadas, enquanto o trabalho da OpenAI se concentra nas equações de Navier-Stokes, apontando essa distinção como prova da originalidade de suas abordagens. A validade da solução da OpenAI e as questões éticas sobre autoria e acesso a dados serão cruciais e dependem agora de uma confirmação matemática independente.

Com informações de Canaltech.

Perguntas frequentes

O que são as equações de Navier-Stokes e por que sua solução é importante?

As equações de Navier-Stokes descrevem o comportamento de fluidos como água e ar. Sua solução é importante por ser um dos sete Problemas do Milênio da matemática, com implicações em diversas áreas da física e engenharia, além de um prêmio de US$ 1 milhão.

Como a OpenAI abordou o problema das equações de Navier-Stokes?

A OpenAI mobilizou mais de 1.000 agentes de inteligência artificial que trabalharam por mais de 50 horas, resultando em uma prova matemática completa formalizada na linguagem de programação Lean.

Quais são as principais controvérsias envolvendo a solução da OpenAI?

As controvérsias incluem acusações de conduta predatória da OpenAI em relação a outros pesquisadores, disputas sobre autoria e questões éticas sobre o possível acesso a dados de uso de seus próprios modelos por parte da empresa.

Com informações de Canaltech.

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