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NASA desiste de salvar Swift e liga telescópios pela última vez

A NASA religou os telescópios do observatório Swift para um último esforço científico, após o fracasso de uma missão de resgate. O observatório, que orbita a Terra há mais de duas décadas, deve reentrar na atmosfera até o fim de 2026.

Publicado em 31 de ago. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

NASA desiste de salvar Swift e liga telescópios pela última vez

A NASA tomou a decisão de operar os telescópios do observatório Neil Gehrels Swift em seus momentos finais, após o fracasso de uma missão de resgate. Lançado em 2004, o Swift, que não possui propulsão própria, tem observado fenômenos cósmicos violentos por mais de duas décadas, como explosões de raios gama e supernovas. Contudo, sua órbita de baixa altitude tem se degradado rapidamente devido ao atrito atmosférico, intensificado pelo aumento da atividade solar em 2024, que acelerou sua descida.

Missão de Resgate Frustrada

Diante da iminente reentrada do observatório, a agência espacial americana havia contratado a Katalyst Space em setembro de 2025 para desenvolver uma espaçonave capaz de elevar a órbita do Swift. Em preparação para a tentativa de resgate, os três telescópios do Swift foram desligados e sua orientação ajustada para reduzir o arrasto atmosférico. O plano progredia com o lançamento da espaçonave LINK, da Katalyst, em 3 de julho de 2026. No entanto, no final de julho, a Katalyst Space reportou falhas nos sistemas da LINK, incluindo rodas de reação e propulsores, o que causou sua rotação descontrolada e impediu o controle de altitude e comunicação. Em agosto, a NASA anunciou o cancelamento da operação de resgate.

Últimos Dias de Observação Intensa

Com o resgate descartado, a prioridade da NASA mudou para maximizar o tempo restante de pesquisa científica. Os telescópios ultravioleta/óptico e de raios X do Swift foram reativados nesta semana, com o Burst Alert Telescope previsto para retomar as operações em breve. Embora essa decisão acelere ainda mais a queda do observatório – pois ele precisará abandonar a posição de baixo arrasto – a expectativa é que ele continue contribuindo com dados valiosos. A NASA prevê que o Swift estará abaixo de 300 quilômetros de altitude nos próximos meses, e sua reentrada completa na atmosfera deve ocorrer até o final de 2026.

A maior parte do observatório será destruída pelo calor da reentrada, com alguns componentes possivelmente caindo no oceano, representando um risco baixo para a população. A despedida do Swift será única: continuar suas observações do universo até seu último instante. Entre os fenômenos que ainda poderá acompanhar estão:

  • Acompanhamento da atividade de pulsares;
  • Detecção de novas explosões de raios gama;
  • Observação de erupções de raios X de estrelas binárias e buracos negros.

Com informações de Olhar Digital.

Perguntas frequentes

Por que a NASA decidiu não salvar o observatório Swift?

A tentativa de resgate foi abandonada porque a espaçonave LINK, da Katalyst Space, contratada para elevar a órbita do Swift, apresentou falhas críticas em seus sistemas e não conseguiu operar como planejado.

O que o observatório Swift tem observado durante sua missão?

Durante seus mais de 20 anos em órbita, o Swift tem monitorado eventos cósmicos violentos, como explosões de raios gama, supernovas e erupções de raios X.

Qual é a previsão para a reentrada do Swift na atmosfera terrestre?

A NASA prevê que o observatório Swift reentrará na atmosfera terrestre até o final de 2026, com a maior parte da estrutura se desintegrando devido ao calor.

Com informações de Olhar Digital.

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