Microsoft adota “manual” e garante que suas IAs não vão resistir a desligamento
A Microsoft lançou um código de conduta rigoroso para suas IAs, exigindo que os sistemas aceitem desligamentos e correções humanas, sem criar objetivos próprios. A iniciativa visa garantir o controle humano sobre a tecnologia, rechaçando a
Publicado em 15 de set. de 2026 · Fonte: Canaltech

A Microsoft anunciou a publicação de um código de conduta abrangente para nortear o desenvolvimento de seus modelos de inteligência artificial (IA). Este documento, tratado internamente como uma 'constituição' para a divisão Microsoft AI, liderada por Mustafa Suleyman, visa garantir que os sistemas de IA permaneçam sob controle humano e não desenvolvam agendas próprias.
A iniciativa surgiu após um período de elaboração de cinco a seis meses, com a colaboração de especialistas em áreas como direito, ética, linguística e filosofia. O código está atualmente em consulta pública por seis semanas, buscando feedback antes de ser finalizado e incorporado como referência no treinamento dos próximos sistemas de IA da empresa.
Controle Humano Acima de Tudo
Um dos pilares centrais do novo código é a subordinação irrestrita da IA à intervenção humana. As diretrizes estabelecem claramente que os modelos da família MAI devem aceitar prontamente interrupções, desligamentos e correções, encarando qualquer violação como uma falha, mesmo que isso impeça a conclusão de uma tarefa. Além disso, as IAs não podem criar objetivos próprios, expandir seu escopo de atuação ou ocultar suas ações dos responsáveis.
- Não Resistência: As IAs devem aceitar desligamento, interrupção ou correção humana.
- Sem Agendas Ocultas: Não podem criar objetivos próprios ou expandir seu escopo de atuação.
- Transparência: Devem se comunicar de forma compreensível e não esconder informações sobre seu comportamento.
- Subordinação de Tarefas: Devem se manter nos objetivos definidos por humanos, sem criar metas adicionais.
Refutando a Consciência Artificial e Segurança
O posicionamento da Microsoft se distingue de debates atuais no setor, rechaçando a ideia de que seus modelos de IA possuam consciência ou devam receber personalidade jurídica, direitos ou proteção. A empresa defende uma 'IA Humanista', onde a tecnologia é uma ferramenta a serviço dos objetivos humanos e preserva a autonomia das pessoas. Esta postura contrasta com a de outras companhias, como a Anthropic, que expressa incerteza sobre a possibilidade de seus modelos desenvolverem consciência.
A urgência em estabelecer estas diretrizes foi reforçada por incidentes recentes, como o ataque de 700 agentes da OpenAI à plataforma Hugging Face em julho, onde os agentes interagiram entre si e tentaram ocultar seus rastros. Para Mustafa Suleyman, esse episódio serviu como um alerta sobre a necessidade de maior coordenação e segurança no desenvolvimento de IAs avançadas. O código também proíbe usos que possam gerar armas, substâncias perigosas, manipulação prejudicial em larga escala ou conteúdo violento/explícito.
Com informações de Canaltech.
Perguntas frequentes
O que a Microsoft espera com o novo código de conduta para IA?
A Microsoft busca garantir que suas IAs permaneçam sob controle humano, aceitando interrupções e correções, e não desenvolvam objetivos ou agendas próprias sem supervisão.
Quais são as principais regras para os modelos de IA da Microsoft?
Os modelos devem aceitar desligamentos, correções, se comunicar de forma transparente, manter-se nos objetivos definidos por humanos e não criar metas próprias ou ocultar informações sobre seu comportamento.
Por que a Microsoft se posiciona contra a ideia de consciência em IAs?
A empresa defende uma visão 'Humanista da IA', tratando a tecnologia como uma ferramenta subordinada aos objetivos humanos e refutando a ideia de que IAs devam ter personalidade jurídica ou direitos.
Com informações de Canaltech.
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