IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique
Pesquisadores da empresa Calif, com auxílio de inteligência artificial, criaram o WeWorm, um ataque capaz de invadir celulares sem exigir interação da vítima e se espalhar rapidamente entre contatos. A falha já foi corrigida, mas o caso lev
Publicado em 09 de set. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

Pesquisadores da empresa de segurança Calif revelaram um novo e alarmante tipo de ataque cibernético, desenvolvido com o auxílio de inteligência artificial, capaz de invadir telefones celulares sem exigir qualquer interação da vítima, como cliques em links ou abertura de arquivos. Batizado de WeWorm, a ameaça foi criada em pouco mais de uma semana e demonstrou a capacidade de se espalhar rapidamente entre contas e contatos, explorando uma vulnerabilidade que permitia assumir o controle de perfis de usuários.
Este ataque se destaca por utilizar a técnica conhecida como zero-click, uma evolução perigosa em relação aos métodos tradicionais como o phishing. Enquanto ataques comuns dependem da ação do usuário, o WeWorm poderia infiltrar um dispositivo apenas com uma chamada recebida ou até mesmo permitindo que o telefone tocasse por alguns segundos. A Calif indicou que apenas recusar a ligação nos primeiros instantes após o toque inicial poderia prevenir a invasão. Uma vez comprometido, o invasor ganhava acesso para ler e enviar mensagens, realizar chamadas e controlar o perfil, podendo em certas condições, levar ao comprometimento completo do aparelho.
A Propagação Silenciosa e Rápida
A vulnerabilidade explorada pelo WeWorm residia na forma como um aplicativo específico concedia privilégios extras a contatos salvos como amigos. Após o comprometimento de um contato, a relação de confiança estabelecida facilitava a propagação da ameaça para outros números da agenda. Especialistas ouvidos pelo The New York Times alertaram para o potencial catastrófico do ataque, com estimativas de que centenas de milhões de dispositivos poderiam ser afetados em questão de horas.
- Não exige clique: Invasão sem interação do usuário (zero-click).
- Propagação viral: Espalha-se rapidamente entre a lista de contatos.
- Controle total: Permite ler mensagens, fazer chamadas e controlar o perfil.
- Tempo de desenvolvimento: Criado em pouco mais de uma semana com IA.
IA e o Futuro da Cibersegurança
A Calif utilizou uma combinação de modelos de IA de código aberto e sistemas avançados para desenvolver o WeWorm, evidenciando a crescente capacidade da inteligência artificial em identificar e explorar falhas de segurança. Embora a IA tenha acelerado significativamente o processo, a experiência humana dos pesquisadores foi crucial para transformar a vulnerabilidade em uma ameaça de grande alcance. A boa notícia é que, após a comunicação da Calif com a empresa responsável pelo aplicativo afetado, a falha foi corrigida, e nenhuma evidência de comprometimento de usuários ou necessidade de atualização foi encontrada.
Este incidente ressalta a urgência de abordagens proativas em cibersegurança na era da IA, como apontado por Sam Altman, CEO da OpenAI, que previu cenários desafiadores se medidas rápidas não forem tomadas. A capacidade da IA de acelerar tanto a criação de defesas quanto a de ataques exige vigilância constante e colaboração entre pesquisadores e desenvolvedores para garantir a segurança digital de bilhões de usuários.
Com informações de Olhar Digital.
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Perguntas frequentes
O que é um ataque zero-click?
É um tipo de ataque cibernético que não exige nenhuma interação da vítima, como clicar em um link ou abrir um arquivo, para comprometer um dispositivo ou sistema.
Como o ataque WeWorm se espalhava?
O WeWorm explorava uma vulnerabilidade em um aplicativo que concedia privilégios adicionais a contatos salvos, usando essa relação de confiança para se propagar rapidamente pela lista de amigos.
A falha que permitiu o WeWorm já foi corrigida?
Sim, a empresa de segurança Calif contatou a companhia responsável pelo aplicativo, e a vulnerabilidade foi corrigida, sem indícios de que usuários tenham sido afetados ou que atualizações fossem necessárias.
Com informações de Olhar Digital.
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