El Niño: chance de fenômeno forte nos próximos meses salta para 95%
A chance de o El Niño atingir intensidade muito forte nos próximos meses saltou para 95%, segundo a NOAA. Este aumento na probabilidade indica impactos climáticos mais severos globalmente, especialmente no Brasil, em um cenário já agravado
Publicado em 14 de ago. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

A probabilidade de o fenômeno climático El Niño atingir uma intensidade muito forte nos próximos meses deu um salto significativo. Segundo a última atualização da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgada nesta quinta-feira (13), há 95% de chance de que o evento se manifeste com grande força entre outubro e dezembro de 2026. Este número representa um aumento considerável em relação ao boletim anterior, de 9 de julho, que indicava 81% para o mesmo período.
Para o intervalo que compreende o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, a estimativa também é alta, com 90% de probabilidade de um El Niño muito intenso. A NOAA ainda aponta 69% de chance de que este episódio esteja entre os maiores registrados desde 1950, considerando as projeções de aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial. A aceleração do aquecimento dessas águas é um fator chave para essa revisão nas previsões.
Entendendo o Fenômeno e Seus Impactos
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente quando a temperatura se eleva 0,5 °C ou mais acima da média. Ele faz parte do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul (ENOS), que alterna entre fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e períodos neutros. Esse aquecimento oceânico altera a circulação atmosférica global, impactando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta, com duração média de 12 meses e ocorrência a cada dois a sete anos.
A intensificação do El Niño depende não apenas do aquecimento do oceano, mas também da resposta e do acoplamento persistente entre os sistemas oceânico e atmosférico. No Brasil, os efeitos são regionais e sazonais. A expectativa de pico de intensidade entre novembro e janeiro sugere impactos mais pronunciados na primavera e verão. O Sul do país pode enfrentar chuvas acima da média, enquanto o Norte e Nordeste tendem a registrar chuvas abaixo do esperado. Sudeste e Centro-Oeste podem ter temperaturas elevadas e pancadas de chuva mal distribuídas.
El Niño e Aquecimento Global
É crucial notar que este El Niño se desenvolverá em um planeta já aquecido por décadas de mudanças climáticas. Desde 2006, diversos episódios de El Niño têm ocorrido em um cenário de temperaturas globais crescentes. Especialistas alertam que, mesmo eventos classificados como fracos ou moderados, podem intensificar o risco de extremos climáticos – como secas prolongadas, inundações severas e ondas de calor – quando somados aos efeitos do aquecimento global.
A expectativa é que este El Niño de 2026 ganhe força nos próximos meses, e embora a NOAA aponte uma alta probabilidade de intensidade muito forte, a evolução final dependerá da continuidade do aquecimento do Pacífico e do comportamento atmosférico. O aquecimento global permanece como o motor principal das alterações climáticas de longo prazo, e a combinação com um El Niño potente pode levar a desafios significativos para o clima global.
Com informações de Olhar Digital.
Perguntas frequentes
O que significa o El Niño atingir intensidade muito forte?
Significa que as águas do Oceano Pacífico Equatorial aquecerão significativamente acima da média, o que pode causar alterações mais drásticas nos padrões climáticos globais, como secas, enchentes e ondas de calor mais intensas.
Quando é esperado que o El Niño alcance sua maior intensidade?
A maior probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte é entre outubro e dezembro de 2026, com efeitos que podem se estender até o início de 2027.
Como o El Niño pode afetar o Brasil?
No Brasil, o El Niño pode causar chuvas acima da média no Sul, e abaixo da média no Norte e Nordeste. No Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos podem incluir temperaturas elevadas e pancadas de chuva irregulares.
Com informações de Olhar Digital.
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