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Drone com “garras” consegue pousar em icebergs e geleiras

Um novo drone, batizado de Ice Dart, desenvolvido por cientistas canadenses, usa “garras” retráteis inspiradas em felinos para se fixar em icebergs e geleiras. A tecnologia promete revolucionar o monitoramento de ambientes polares, permitin

Publicado em 04 de set. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

Drone com “garras” consegue pousar em icebergs e geleiras

Cientistas canadenses desenvolveram uma inovadora tecnologia de drone, batizada de Ice Dart, capaz de pousar e se fixar em superfícies geladas e inclinadas. O projeto, liderado por pesquisadores da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, visa solucionar o desafio de monitorar ambientes inóspitos por longos períodos. A novidade, detalhada em um artigo publicado no IEEE Xplore, representa um avanço significativo para a exploração de regiões polares.

Tecnologia Inspirada na Natureza

O Ice Dart se destaca por seu engenhoso sistema de fixação, que remete às garras de felinos. O drone possui quatro pernas em formato de X, equipadas com um sistema de suspensão que amortece o pouso. Em cada extremidade, dois pequenos espinhos retráteis, chamados microspines, de tamanhos distintos, são ativados ao contato com a superfície. Essa característica permite que o equipamento se prenda ao gelo de forma segura, independentemente da inclinação ou da orientação no momento da aterrissagem.

Com uma estrutura leve de fibra de carbono, pesando 2,65 kg, o Ice Dart demonstrou alta performance em testes de campo. Os experimentos, realizados em icebergs e na geleira Fjallsjökull, no sudeste da Islândia, incluíram:

  • Pouso em superfícies com inclinação de até 58 graus.
  • Resistência a ventos de até 30 km/h durante o pouso.
  • Taxa de sucesso de 100% em todas as tentativas.
  • Aterrissagem a velocidades de até 10 km/h em temperaturas entre 0 °C e 10 °C.

Impacto no Monitoramento de Ecossistemas Polares

A principal vantagem do Ice Dart reside na sua capacidade de economizar energia significativamente ao pousar, em vez de permanecer em voo contínuo. Essa funcionalidade permite que o drone realize missões de observação muito mais longas, estendendo-se por dias ou até meses, algo inviável para drones convencionais. Isso é crucial para um acompanhamento detalhado de fenômenos como o derretimento de geleiras e a dinâmica de icebergs, que são difíceis de monitorar por outros meios.

Além de complementar os dados obtidos por satélites e navios, a tecnologia abre novas portas para a pesquisa em formações de gelo de difícil acesso. Os desenvolvedores planejam aprimorar ainda mais o Ice Dart, buscando incluir autonomia para seleção de locais de pouso e um sistema de decolagem de emergência, consolidando seu potencial para revolucionar a ciência polar.

Com informações de Olhar Digital.

Perguntas frequentes

O que é o Ice Dart?

É um drone inovador desenvolvido por pesquisadores canadenses, projetado para pousar e se fixar em superfícies geladas e inclinadas, utilizando um sistema de "garras" retráteis.

Como o Ice Dart consegue se fixar no gelo?

O drone possui quatro pernas equipadas com pequenos espinhos retráteis (microspines) que se prendem ao gelo no momento do pouso, inspirados nas garras dos gatos, garantindo estabilidade mesmo em inclinações.

Qual a principal vantagem do Ice Dart para o monitoramento ambiental?

Ao pousar, o Ice Dart consome muito menos energia, permitindo que permaneça em locais remotos por dias ou meses, oferecendo um monitoramento detalhado e prolongado de icebergs e geleiras.

Com informações de Olhar Digital.

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