Notícia

Camada de ozônio tem piora inesperada em 2026, mas recuperação continua

Dados da NASA e da NOAA indicam que o buraco na camada de ozônio atingiu marcas expressivas em 2026 devido a variações climáticas, mas o processo de regeneração de longo prazo permanece ativo.

Publicado em 05 de nov. de 2026 · Fonte: Olhar Digital

Camada de ozônio tem piora inesperada em 2026, mas recuperação continua

Novos dados divulgados em conjunto pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e pela NASA revelaram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu, em 2026, sua sétima maior extensão média desde o início dos registros históricos, em 1979. Entre os dias 7 de setembro e 13 de outubro, período mais crítico para a deterioração do gás protetor, a área média danificada alcançou cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados. O ápice do ciclo anual ocorreu em 18 de setembro, momento em que a falha se estendeu por aproximadamente 27,1 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo dimensão equivalente a 90% do recorde absoluto de setembro de 2000.

Apesar da marca expressiva, os pesquisadores esclarecem que esse alargamento atípico foi provocado por variáveis meteorológicas temporárias, e não por um aumento na poluição industrial. Um vórtice polar de intensidade incomum manteve as temperaturas na estratosfera extremamente geladas por um intervalo mais longo, criando o ambiente ideal para a destruição acelerada do gás. Variações climáticas desse tipo causam oscilações pontuais em anos específicos, mas não anulam o progresso estrutural conquistado ao longo das últimas décadas.

O impacto dos acordos climáticos globais

A contenção de danos em 2026 comprova a importância prática das diretrizes ambientais globais, em especial do Protocolo de Montreal, estabelecido em 1987 para banir substâncias como os clorofluorcarbonetos (CFCs). Segundo Paul Newman, pesquisador da Universidade de Maryland e ex-líder de estudos atmosféricos na NASA, o buraco poderia ter sido entre 3,5 milhões e 5,6 milhões de quilômetros quadrados mais amplo caso as emissões mantivessem o ritmo registrado no ano 2000. De acordo com a NOAA, o volume de cloro presente na estratosfera antártica já diminuiu cerca de um terço em relação ao pico registrado na década de 1980.

  • Extensão máxima em 2026: O buraco atingiu 27,1 milhões de quilômetros quadrados em 18 de setembro.
  • Concentração mínima de ozônio: 105 unidades Dobson foram computadas no Polo Sul no dia 17 de outubro.
  • Redução de químicos: A concentração de cloro estratosférico recuou um terço na comparação com a década de 1980.

Monitoramento constante e projeções para 2070

Para acompanhar a saúde da atmosfera, as agências internacionais combinam dados obtidos por satélites com medições in loco. No Polo Sul, o uso de balões meteorológicos e do espectrofotômetro Dobson revelou que a concentração do gás desceu até 105 unidades Dobson em 17 de outubro, patamar consideravelmente superior ao piso histórico de 92 unidades anotado em 2006. Simultaneamente, satélites de monitoramento contínuo como Aura, NOAA-20, NOAA-21 e Suomi NPP fornecem a cartografia espacial da camada protetora.

Como os compostos químicos destruidores de ozônio têm ciclos de vida longos e ainda são liberados gradualmente por aterros e aparelhos antigos, o processo de saneamento não é imediato. Ainda assim, cientistas da NOAA e da NASA asseguram que a trajetória segue firme, mantendo a estimativa de recomposição total da camada de ozônio por volta da década de 2070. O caso de 2026 evidencia como a meteorologia local pode produzir anomalias temporárias sem quebrar o sucesso de um dos tratados ecológicos mais bem-sucedidos da história.

Com informações de Olhar Digital.

Perguntas frequentes

Por que o buraco na camada de ozônio cresceu em 2026?

O aumento decorreu de um vórtice polar excepcionalmente intenso e de condições climáticas atípicas, que mantiveram o ar frio e aceleraram a destruição química do ozônio.

A recuperação da camada de ozônio foi cancelada?

Não, trata-se de uma flutuação sazonal provocada pelo clima, e os cientistas mantêm a previsão de cicatrização completa até a década de 2070.

Qual foi o papel do Protocolo de Montreal nesse cenário?

O tratado reduziu a concentração de cloro na estratosfera, impedindo que o buraco de 2026 ficasse até 5,6 milhões de quilômetros quadrados maior.

Com informações de Olhar Digital.

Este conteúdo pode conter links afiliados. Ao comprar por eles, o TechHoje pode receber comissão sem custo adicional para você.